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Estilo no Telhado: Como a escolha da telha transforma seu projeto

A história da telha remonta às antigas civilizações, com as primeiras versões sendo feitas de barro seco ao sol, moldado em formas planas por volta de 3.000 a.C. pelos assírios e também pelos egípcios e mesopotâmicos.

Por volta de 640 a.C. foi a vez da Grécia Antiga aperfeiçoar e inventar a telha cerâmica, proporcionando maior durabilidade. Os romanos a aprimoraram, criando o formato curvo para melhor escoamento da água; e os portugueses, com a colonização, trouxeram as telhas tipo “capa e bica”, comumente usadas no Brasil. Hoje a telha esmaltada na cor branca é a mais vendida no país, especialmente por seu bom desempenho na redução do calor, o que economiza energia elétrica. 

Utilizadas principalmente para a cobertura de casas, galpões e centros desportivos, o uso das telhas vai desde a sua função primordial de proteger as edificações contra intempéries, até aplicações mais complexas em acabamentos e isolamento, com diversas opções de materiais que se adaptam a diferentes necessidades arquitetônicas e climáticas. 

O telhado é considerado um dos principais detalhes do projeto de uma casa, desempenhando um papel essencial na estética da construção, valorizando o projeto arquitetônico e o estilo da edificação. Nas residências, os dois tipos mais utilizados são: os convencionais, nos quais as telhas ficam aparentes para quem observa a fachada; e os embutidos, que possuem platibandas – molduras na parte superior de um edifício que têm a função de esconder o telhado. Projeto arquitetônico e fatores climáticos e financeiros também impactam na escolha do telhado.

Segundo Joir Mendonça, sócio-administrador da JM Telhas Soluções para Telhados, o primeiro passo para o projeto de um bom telhado é definir corretamente o tipo de telhado e seu sistema estrutural, sempre se baseando em três pilares:

1º) Na arquitetura da casa, em que deve ser observada a inclinação do telhado especificada na planta de cobertura do projeto;

2º) No clima e nas características da região. Se o telhado será elaborado em região litorânea ou em região com ventos fortes ou moderados;

3º) E na escolha do tipo de telhado e da estrutura. Escolhendo os tipos de telhas (cerâmica natural, cerâmica esmaltada, telhas de concreto, fibrocimento, metálicas, termoacústicas, entre outras opções) e se a estrutura de cobertura será de madeira, metálica ou pré-moldada de concreto.

Sobre a utilização em uma região litorânea, ele pontua que o maior inimigo da telha é a corrosão causada pela maresia, que a faz literalmente “esfarelar” com o ataque do salitre. “A regra de ouro é escolher telhas que não se deteriorem com a maresia e que suportem bem o ambiente salino”. Nesse aspecto as telhas esmaltadas são as mais indicadas pela durabilidade, resistência à maresia e ao isolamento térmico que a sua superfície vitrificada proporciona, pois reflete melhor o calor, tornando o interior da residência mais fresco.

Para Joir Mendonça, o sucesso na instalação de telhas esmaltadas é a escolha de um carpinteiro profissional, que saiba executar o serviço de forma correta, obedecendo as especificações do fabricante em relação à inclinação (caimento do telhado), distância entre os caibros e ripas. ‘A escolha do carpinteiro profissional lhe dará a certeza de um telhado bem feito, bem alinhado e sem transtornos de vazamentos e infiltrações’.

Ainda segundo ele, a baixa manutenção é uma das maiores vantagens desse tipo de telha pois o esmalte é autolimpante, pois uma chuva já irá realizar a limpeza completa da cobertura, exceto em casos em que o telhado fica rodeado de árvores, plantas ou vegetações abundantes, onde o vento leva para a telha os pólens e micro-organismos causando um efeito de esverdeamento (limo). Nestes casos uma limpeza leve, uma ou duas vezes ao ano, com uso de água e sabão neutro é o suficiente.

Há hoje no mercado uma gama muito diversificada de telhas. Para os telhados convencionais, pode-se adotar uma infinidade de materiais, como telhas cerâmicas, metálicas, de madeira ou taubilhas, de fibrocimento, coberturas de concreto etc.

Outra novidade do mercado é a diversidade de cores existentes, que além da questão estética também influencia no conforto térmico do ambiente. Atenta a essa inovação, as indústrias de telhas cerâmicas apresentam constantemente novidades. É cada vez mais comum encontrarmos telhados de cores diversas, saindo do tradicional laranja-avermelhado para uma cartela mais dinâmica, como o amarelo, azul, branco, cinza, preto, entre várias outras opções.

Exemplos de aplicações por tipo de telha:

  • Telhas de cerâmica:

Indicadas para coberturas de casas com inclinação mínima, proporcionam um visual tradicional e são comuns em residências e casas de campo. 

  • Telhas de concreto: 

Regulam a temperatura, sendo ideais para regiões quentes (cores claras) ou frias (cores escuras), exigindo estrutura reforçada devido ao seu peso. 

  • Telhas metalizadas: 

Versáteis, são usadas em coberturas, fachadas e isolamento, sendo adaptáveis a diferentes ângulos e ideais para grandes vãos em edifícios industriais. 

  • Telhas sanduíche: 

Empregadas em galpões, armazéns, fábricas e centros comerciais, oferecem isolamento térmico e acústico, além de proteção contra as intempéries. 

Legendas:

Fotos 01 (principal), 02 e 03 – Neste projeto, o estilo destaca o telhado, tornando-o um elemento central na construção. A escolha enriquece a estética e melhora a funcionalidade dos espaços. Nele foi utilizada a telha cinza esmaltada da linha Vilhena Max, que possui a versatilidade de se encaixar tanto em telhados com baixas inclinações como também em inclinações mais elevadas. Fabricada pela Vilhena Grês e distribuída com exclusividade em Sergipe pela JM Telhas Soluções para Telhados, essa telha esmaltada oferece durabilidade, beleza e alta performance, com benefícios como resistência a intempéries (maresia, granizo, variações de temperatura), baixa absorção de água (prevenindo infiltrações), conforto térmico e acústico (reduzindo calor e ruído), fácil limpeza (superfície lisa vitrificada que acumula menos sujeira) e economia (devido à leveza e durabilidade). Crédito fotos Marcos Fraga

Foto 04 – Localizada em Porto Feliz no interior de São Paulo, esse refúgio para o descanso e diversão de toda família teve reforma assinada pela arquiteta Rosangela Penna. Nas referências implementadas no projeto de arquitetura de interiores, uma ampla variedade de elementos compostos por materiais naturais como a palha, bambu, madeira e barro marcam presença nas escolhas. O telhado aparente imprime personalidade ao projeto, tornando-se um elemento central na construção. Crédito foto Sidney Doll

Foto 05 – Projeto residencial localizado no condomínio Maikai, que agrega linhas da arquitetura contemporânea brasileira com o uso do telhado aparente na fachada principal, em que foi utilizada a telha de concreto plana na cor amadeirada. Unida aos acabamentos de pedra e madeira criaram esse estilo praiano e aconchegante, muito presente na arquitetura rústica. O uso desses elementos traz para a arquitetura um diferencial no condomínio, onde a grande maioria tem pedido o uso do telhado aparente, por praticidade, ou custos, ou até mesmo gosto pessoal. Os profissionais Luisa Carvalho e Uirá Almeida da Archimondo Arquitetura, que assinam o projeto, procuram criar casas com cenários que diferem do habitual; e o uso de um telhado aparente bem representado é um deles. Crédito foto Uirá Almeida

Foto 06 – A área gourmet desta casa traduz, de forma muito genuína, o encontro entre o que foi preservado e o que ganhou nova vida. Durante o projeto, foi observado que o telhado original de barro chegava apenas até um ponto do ambiente, e para ampliá-lo teria que desfazer toda a estrutura e reconstruí-la em uma nova altura. Assim, optou-se por valorizar o que já existia, mantendo o telhado de barro até o limite possível e, a partir dali foi criando uma cobertura retrátil adicional de metal e vidro capaz de se integrar visualmente ao conjunto e ampliar a área protegida. Para potencializar a iluminação natural, foi adicionada algumas telhas de vidro ao telhado de barro, criando pontos de luz que suavizam a transição entre os materiais. Com essa solução, ganhou-se espaço e novas possibilidades de uso: a ilha central, um banco lateral acolhedor, o tapete de ladrilhos que organiza o layout e uma nova paleta de cores que amarra tudo. Projeto assinado pelo arquiteto Bruno Moraes. Crédito foto: Guilherme Pucci

Foto 07 – As fachadas com telhado aparente, também integram bem com o ambiente exterior, aumentando a sensação de amplitude, especialmente em áreas urbanas, como podemos observar neste imóvel da década de 40 que abrigou recentemente a Casa Cor Sergipe 2025. Crédito foto Gilton Rosas

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